Meu amor diz-me o teu nome
— Nome que desaprendi...
Diz-me apenas o teu nome.
Nada mais quero de ti.
Diz-me apenas se em teus olhos
Minhas lágrimas não vi,
Se era noite nos teus olhos,
Só por que passei por ti!
Depois, calaram-se os versos
— Versos que desaprendi...
E nasceram outros versos
Que me afastaram de ti.
Meu amor, diz-me o teu nome.
Alumia o meu ouvido.
Diz-me apenas o teu nome,
Antes que eu rasgue estes versos,
Como quem rasga um vestido!
Pedro Homem de Mello
Poesia de Palavras
AS PALAVRAS POR DIZER
Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
Sonho sempre um caminho de calma
Onde até o tempo se demora
Na inspiração despercebida
Do deslizar devagar da alma
Pelo marulhar de cada hora
Como se aí descobrisse a vida.
Paula Cristina Dias
Onde até o tempo se demora
Na inspiração despercebida
Do deslizar devagar da alma
Pelo marulhar de cada hora
Como se aí descobrisse a vida.
Paula Cristina Dias
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Quero ir ao sabor do vento
me encontrar nas margens dos desejos
Na passagem vou colher as flores
na beira dos campos.
Do pensamento fazer um rio da vida
sentir o cantar da água e mergulhar
os pés cansados do caminhar
Quando a água passa, o rio
só o faz uma vez, não o poderás alcançar
vou desfrutar o dia, e o rio levar a correr
os pensamentos para meu desalento
me encontrar nas margens dos desejos
Na passagem vou colher as flores
na beira dos campos.
Do pensamento fazer um rio da vida
sentir o cantar da água e mergulhar
os pés cansados do caminhar
Quando a água passa, o rio
só o faz uma vez, não o poderás alcançar
vou desfrutar o dia, e o rio levar a correr
os pensamentos para meu desalento
Lisa24/01/2012
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
Espera
Horas,horas sem fim
pesadas,fundas,
esperarei por ti
até que todas as coisas sejam mudas
Até que uma pedra irrompa
e floresça.
Até que um pássaro me saia da garganta
e no silêncio desapareça
Eugénio de Andrade
Horas,horas sem fim
pesadas,fundas,
esperarei por ti
até que todas as coisas sejam mudas
Até que uma pedra irrompa
e floresça.
Até que um pássaro me saia da garganta
e no silêncio desapareça
Eugénio de Andrade
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